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	<description>Música, comportamento e muito mais!</description>
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		<title>A música universal de Jobim dá o tom em emocionante documentário</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 13:43:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A Música segundo Tom Jobim]]></category>
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		<description><![CDATA[por Julio César Biar* O desfile de intérpretes das mais diversas latitudes durante o documentário ‘A música segundo Tom Jobim’ reitera a amplitude da obra do maestro Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927 – 1994). O idioma universal da música jobiniana é o fio condutor da narrativa assinada pelo veterano cineasta Nelson Pereira dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Julio César Biar*</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/a-música-segundo-tom-jobim.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1561" title="a música segundo tom jobim" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/a-música-segundo-tom-jobim.jpg" alt="" width="349" height="512" /></a>O desfile de intérpretes das mais diversas latitudes durante o documentário ‘A música segundo Tom Jobim’ reitera a amplitude da obra do maestro Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927 – 1994). O idioma universal da música jobiniana é o fio condutor da narrativa assinada pelo veterano cineasta Nelson Pereira dos Santos e pela jovem diretora Dora Jobim.  Seguindo a máxima atribuída a Tom – “A linguagem musical basta” –, palavras e legendas foram descartadas da produção de 1h28m.</p>
<p>Pelas asas de um avião da Panair que sobrevoa a Baía de Guanabara ao som de ‘Garota da Ipanema’ (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes, 1962) o público é convidado a percorrer um “Rio de amor que se perdeu”.  Em um belo trabalho de pesquisa da dupla de cineastas e do pesquisador Antônio Venâncio, a Cidade Maravilhosa, musa do maestro em canções ícones como ‘Samba do avião’ (Tom Jobim, 1962) e ‘Corcovado’ (Tom Jobim, 1960) se descortina em imagens de desconcertante beleza.</p>
<p>Igualmente impactante é a aparição de Gal Costa. Acompanhada por músicos excepcionais como Oscar Castro-Neves (violão), Herbie Hancok (piano), Ron Carter (baixo) e o próprio Tom (piano), a cantora está simplesmente espetacular em ‘Se todos fossem iguais a você’ (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes, 1953), número de ‘Antônio Carlos Jobim and friends’, último concerto de Tom no país, em 1993. A qualidade interpretativa mantem-se alta com Elizeth Cardoso em ‘Eu não existo sem você’ (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes), lançada pela cantora no disco ‘Canção do amor demais’ (1958), considerado marco inaugural da Bossa Nova. Curiosamente, o mito do movimento musical, João Gilberto, que não liberou material para o filme por estar comprometido com outra produção, aparece acompanhando a Divina durante o número.</p>
<p>Com suas harmonias e melodias sofisticadas o maestro inverteu os papéis e, encantador, seduziu muitas sereias da ‘Terra brasilis’. Nana Caymmi, em ‘Sem você’ (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes, 1959), Elis Regina (1945 – 1982) em ‘Águas de março’ (Tom Jobim, 1972) e Nara Leão em ‘Dindi’ (Tom Jobim/ Aloísio de Oliveira, 1959) são algumas das cantoras que garantem a emoção nos números apresentados. Desaparecida precocemente, Sylvia Telles (1934 – 1966) está encantadora em ‘Samba de uma nota só’ (Newton Mendonça/ Tom Jobim, 1962).</p>
<p>Estrelas internacionais igualmente arrebatadas, Ella Fitzgerald (1917 &#8211; 1996), Sara Vaughan (1924 – 1990) e Frank Sinatra (1915 – 1998) são “apenas” algumas das tantas que fizeram uma canção como ‘Garota de Ipanema’ reverberar pelo mundo.  Muitos são os idiomas ouvidos em ‘A música segundo Tom Jobim’. Sintomaticamente, na semana de estreia, o documentário só entrou em cartaz em poucas salas de projeção da zona sul carioca e da Barra da Tijuca. Será que no peito dos desafinados suburbanos não bate mais um coração? Em tempos de batidão e efêmeros sucessos radiofônicos, a música de Tom Jobim é verdadeiro bálsamo que deveria estar ao alcance de todos.</p>
<p><strong><em>*Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é       jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do       que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “<a title="Outras Palavras" href="http://blogdobiar.blogspot.com/">Outras Palavras”</a></em></strong></p>
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		<title>Entrevista: Bob do Rock, a banda de rock com pegada pop e que faz crítica social desponta na cena independente</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 23:52:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Rocker - vocal]]></category>
		<category><![CDATA[Ariel Valonga - bateria]]></category>
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		<description><![CDATA[Tinha deixado o Twitter meio de lado nos últimos tempos&#8230; Quando percebi, havia uma mensagem de uma banda até então minha desconhecida, com o nome peculiar &#8220;Bob do Rock&#8221;. Me perguntei? Quem são eles, que som fazem? Será que é tosco, será que é rock, pop ou pauleira. Resolvi &#8220;arriscar&#8221; e dei play em &#8220;Felicidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tinha deixado o Twitter meio de lado nos últimos tempos&#8230; Quando percebi, havia uma mensagem de uma banda até então minha desconhecida, com o nome peculiar &#8220;Bob do Rock&#8221;. Me perguntei? Quem são eles, que som fazem? Será que é tosco, será que é rock, pop ou pauleira. Resolvi &#8220;arriscar&#8221; e dei <em><strong>play</strong></em> em &#8220;Felicidade não tem pressa&#8221; no YouTube. E tive a grata surpresa de encontrar não só rock&#8217;n'roll pauleira, com levada pop e crítica social. Eles se auto-intitulam: &#8220;banda de rock&#8217;n'roll básico e tosco, de veia pop, com elementos tupiniquins&#8221;. Fiquei curioso!</p>
<p>Como o <strong><em>Divercidade</em></strong> tem o prazer de revelar novos nomes, novas bandas e mostrar um pouco do que rola na cena independente deste Brasil, já que a grande mídia não dá muito espaço para isso, resolvi falar com os caras. Grata surpresa: os campinenses e valinhenses Alex, Daniel, Mineiro e Ariel são muito bacanas. Na entrevista, falamos um pouco sobre tudo: cena independente, dificuldades do início de carreira, como tudo começou, as músicas que eles têm prontas, a música em tempos de redes sociais, MinC, adoção de crianças e união civil entre pessoas do mesmo sexo. &#8220;Se os direitos são humanos, devem ser de todos!&#8221;</p>
<p>Confira agora um bate-papo franco e esperto de uma banda de rock que promete ganhar espaço. Cada vez mais. Pode apostar!</p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/bdr.jpg"><img class="size-full wp-image-1536 aligncenter" title="bdr" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/bdr.jpg" alt="" width="500" height="400" /></a>1. Nome completo e nome artístico de cada um dos integrantes da banda. Cidade de origem e onde escolheram para viver? Inevitável na primeira pergunta: porque o nome &#8220;Bob do Rock&#8221;?</strong></p>
<p>Alex: Obrigado pelo convite, André, e a todos do Divercidade.com!</p>
<p>BOB do ROCK é uma banda de rock&#8217;n'roll básico e tosco de veia pop com elementos tupiniquins que está na estrada desde 2010.</p>
<p>Alex Rocker (vocal e compositor)<br />
Daniel Clezzio (guitarra e backinkg vocals)<br />
Mineiro (baixo e backinkg vocals)<br />
Ariel Valonga (bateria e backing Vocals)</p>
<p>Alex: BOB do ROCK é um nome qualquer&#8230; é aleatório. O Brasil é gigante em nomes de bandas, vide: Mutantes, Joelho de Porco, Casa das Maquinas, Barão, Ultraje a Rigor, Golpe de Estado, Inocentes, Matanza e vários nomes muito bem sacados e talvez até aleatórios, tanto quanto BOB do ROCK. Mas já tinha dono, né!  Então, BOB do ROCK é a soma e a sobra.</p>
<p>Ariel: Sou de Valinhos. Moramos 50% em Valinhos e 50% em Campinas. Foi em Campinas que nos &#8220;juntamos&#8221;, ensaiamos e gravamos. Por isso somos uma banda de Campinas.</p>
<p><strong>2. Como foi o início da carreira musical de cada integrante e como vocês se conheceram e decidiram formar uma banda. Quais as dificuldades nesse início de carreira?</strong></p>
<p>Ariel: Comecei a tocar bateria por hobby e logo virou amor. Coisa de pele. Rs! Depois, conheci o Alex no banheiro de uma empresa que trabalhavamos, ele escrevia umas letras de música e eu tinha uma batera, um baixista e um guita afim de fazer um som&#8230; e fizemos! Isso lá nos anos de 1990, a banda era ROLLETA RUSSA. Fizemos shows, gravamos, fomos à MTV para uma pré-entrevista por indicação do Carlos Eduardo Miranda (Miranda) com o José Julio Espírito Santo, diretor do MTV no AR. O combinado era voltar até a excelente discos do Miranda&#8230; mas não voltamos pelo menos até hoje.</p>
<p>Há um ano meio, o Alex me ligou e falou: meu, vamos voltar com a banda! Ai, chamei o Daniel, que é um amigo de infância, e o Alex chamou o Mineiro. Eles se conheceram no &#8220;Bar do China&#8221; em Campinas. Desde então entramos em estúdio e nasceu a BOB do ROCK.</p>
<p>Alex: A maior dificuldade nesse início de carreira é para se realizar shows. Com essa coisa das redes sociais, as informações estão caminhando muito rápido. Você publica um som hoje na rede e, amanhã, já tem um convite para tocar em Brasília, Porto Alegre ou Recife. E fica tudo muito caro.</p>
<p><strong>3. Gostaria de saber como chegaram à denifição do estilo musical atual da banda, que é marcada pelo rock com um bela pitada de irreverência e crítica social? Aliás, muito bacana a definição que está no canal do Youtube: &#8220;Rock&#8217;n'Roll básico e tosco de veia pop com elementos tupiniquins!&#8221; O que atribuem como &#8220;tosco&#8221; na música de vocês?</strong></p>
<p>Alex: Rock&#8217;n'roll básico e tosco de veia pop com elementos tupiniquins foi uma expressão que criei e realmente define o som que fazemos. Está tudo em nosso som! Rock&#8217;n'roll direto, &#8220;porrada&#8221;, cru. Tosco está ali meio como um adendo. É tosco de &#8220;no virtuoso&#8221;. A veia pop é perceptível&#8230; embora seja uma porrada sonora, tem aquela sutileza doce, doce do Pop. Do bom Pop. É algo meio&#8230; vamos endurecer, sem perder a ternura. Inclusive a nossa nova música, que estamos pra lançar em fevereiro sintetiza muito a bem esse lance tupiniquim.</p>
<p><strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/bob-do-rock1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1538" title="bob do rock" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/bob-do-rock1.jpg" alt="" width="430" height="302" /></a>4. A música “Felicidade não tem pressa” revela a pegada da banda? Quais serão as próximas músicas de trabalho? A estratégia de divulgação continuar sendo postar as músicas nas redes sociais? </strong></p>
<p>Alex: Revela. Mas tem outras coisas diferentes, temos bastante surpresa pra apresentar e estamos bastante otimistas. Sim, diariamente nas redes sociais, às vezes mais, às vezes menos&#8230; mas sempre. Principalmente no Twitter, pra quem quiser seguir a banda ai vai: <a href="http://www.twitter.com/bobdorock"><strong>@bobdorock</strong></a>. Também estamos desenvolvendo o site bobdorock.com.br em parceria com a <a href="http://www.usinadesite.com.br/"><strong>Usina do Site</strong></a>.</p>
<p>Alex: A música &#8220;Felicidade não tem pressa&#8221; que tá no YouTube é bem a cara da banda, mas não é só. Temos umas  surpresas legais. Sim! vamos continuar no YouTube e Twitter e não vejo razão nem disposição pra buscar outros canais, pois a resposta que obtivemos nesses canais foram surpreendentes.</p>
<p><strong>5. Já têm músicas suficientes para gravar um álbum? Caso queiram gravar um CD, já têm ideia de como será a cara desse trabalho?</strong></p>
<p>Alex: Porra temos musicas <em>bagarai</em>&#8230; dá pra fazer um, dois três álbuns, um ao vivo, outro de estúdio e, depois, um acústico (Rs!) É só abrir que a gente entra&#8230;com todo carinho e pauleira. Mesmo quando não estávamos juntos, nunca deixamos de tocar e eu nunca deixei de escrever. É sério! Tem muito rock&#8217;n'roll.</p>
<p><strong>6. Como são compostas as letras e músicas da Bob do Rock? Como é o processo criativo, tipo a letra vem antes da música? Quais são as músicas mais bacanas que vocês gostariam que o público conheça?</strong></p>
<p>Alex: Um pouco de tudo sabe&#8230; normalmente, quando escrevo, já tenho uma ideia da melodia e, no estúdio, fazemos os arranjos.</p>
<p>É mais humanas que exatas. Aliás, não é nada exato. Há dois meses, o Mineiro apresentou um riff no violão e na hora deu aquele estalo&#8230; Meu, eu tenho uma letra que se encaixa aí! O resultado foi: &#8220;Um Moinho&#8221; (canção que estamos gravando).</p>
<p>Alex: As músicas que a gente quer que todos conheçam&#8230; Rs! Lets go!!!</p>
<p>FELICIDADE NÃO TEM PRESSA (No YouTube, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xnuAZ5l7LpY">clique aqui</a> para assistir)</p>
<p>CURANDEIRO CURANDEIRO (vai pro YouTube na primeira semana de fevereiro)</p>
<p>MINHA QUERIDA NÃNÃ</p>
<p>UM MOINHO</p>
<p>O VOTO</p>
<p>JOSEFINA</p>
<p>HUMANO DARWIN</p>
<p>CORONEIS DE GRAVATA</p>
<p>OLHA O MACACO</p>
<p>DR. PANGLOSS</p>
<p>SUPERFICIE</p>
<p>INTELECTCHUAL E BOSSA NOVA?</p>
<p>ECLESIASTES</p>
<p>PAGANDO CASH</p>
<p>E tem mais&#8230;</p>
<p><strong>7. Quais compositores sempre fizeram parte da vida de cada integrante da banda? Para cada: quem te inspirou ou inspira? Que som está ouvindo no momento?</strong></p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/metallica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1549" title="metallica" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/metallica.jpg" alt="" width="368" height="277" /></a>Daniel: Cara, tem muita gente boa&#8230; Eu curto som porrada Bad Religion, Misfits, Metallica, Motor Head, Judas. Isso me inspira. Também Matanza, Ultraje, Inocentes&#8230;</p>
<p>Mineiro: Nirvana, Ramones, Talkink Heads, Stones.</p>
<p>Ariel: Rush, Ramones, Toy Dolls, Iron Maiden.</p>
<p>Alex: ACDC, BLONDIE, Joelho de Porco etc. Eu tenho um pezão lá na MPB. Doida tipo: Zé Ramalho, Hermes Aquino.</p>
<p><strong>8. O que espera da trajetória da banda neste momento e nos próximos cinco anos? Qual o &#8220;grande sonho&#8221; de vocês?</strong></p>
<p>Alex: No momento esperamos finalizar as gravações e também conseguir um, digamos, patrocínio. Afinal, nós também somos atletas a serviço do Brasil. Rs!</p>
<p><strong>9. Em tempos de troca de arquivos pela Internet, como deve ser o futuro do CD? Como o artista pode ser remunerado quando todo mundo copia gratuitamente suas músicas? Acham isso bom ou ruim?</strong></p>
<p>Alex: André, o CD, assim como um livro, é importante. É como um cartão de visitas. Ou, do contrário, vamos apresentar nossas músicas num tablet? O físico é vital, seja um CD ou qualquer outra coisa tátil. Penso que o artista pode ser remunerado pelas gravadoras a partir de um modelo de contrato justo pra ambas as partes. Se uma gravadora coloca no <em>top hit</em> ou nesses programas de TV, naturalmente vamos ter a opotunidade de fazer mais shows. Daí, a receita aparece e nada mais justo que seja compartilhada entre as partes.<a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/CDs_DVDs.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1548" title="CDs_DVDs" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/CDs_DVDs.jpg" alt="" width="322" height="214" /></a></p>
<p>A cópia de arquivos existe desde da época das fitinhas K7. Vc compra uma fita virgem levava na casa de amigo e passava as músicas de um vinil pra tua fita. Então, nada de novo com relação a isso!!! O que não pode é o cara tirar lucro em cima do artista do &#8220;pai da criança&#8221;. Isso é crime previsto na lei, então é só cumprir a lei. Nada de censura na rede ou seja lá onde for. Liberdade é a palavra.</p>
<p><strong>10. Sei que vocês são bastante ativos na divulgação pela internet e gostaria de saber qual a importância que dão às mídias sociais como o próprio MySpace, Facebook, Twitter na divulgação do trabalho? Integrar uma banda em um momento WEB 2.0 é diferente? Se cada um quiser divulgar seus endereços nas mídias sociais, esse é o espaço&#8230;</strong></p>
<p>Alex: As mídias sócias são incriveis rápidas e eficientes se não fosse por elas, talves esse nosso papo só seria possível daqui a um ano ou dois. Rs!  WEB 2.0 ? É só um novo termo. Para isso tudo que a gente tá falando sobre mídias sociais&#8230; é bem vindo.</p>
<p><strong>11. Quero saber um pouco da vida pessoal de cada integrante. Tipo, se são solteiros, casados, têm filhos, moram com os pais. Fiquem a vontade para falar, se quiserem.</strong></p>
<p>Alex: Solteiro<br />
Ariel: Casado<br />
Daniel: Casado<br />
Mineiro: Solteiro</p>
<p><strong>12. Agora uma pergunta cabeça: o que cada um pensa sobre a situação sócio-econômica da população brasileira e do fato de sermos umas das economias mais ricas do mundo e termos a segunda pior distribuição de renda do planeta? Como o Brasil pode mudar isso?</strong></p>
<p>Alex: Hummmm. Vejo a situação socio-econômica do Brasil com bons olhos. Apesar dos pesares, é fato que evoluímos muito nessas duas últimas décadas. Mas perae! Tem muita falcatrua, muito filho da puta, safados, ordinários, narcisistas, pilantras dando ré na máquina e, consequentemente, fudendo a nação.</p>
<p>Hoje somos a sexta nação do mundo mais com uma renda per capita três vezes menor que a da Inglaterra. Por outro lado, a China é a segunda maior economia do mundo mais tem uma renda per capita três vezes menor que a nossa. Há luz no fim do túnel! Se a nossa música &#8220;Felicidade não tem pressa&#8221; fosse gravada em outra época, com certeza seria censurada. Hoje, nós somos relativamente livres e isso é um outro avanço em nossa cultura.</p>
<div id="attachment_1541" class="wp-caption alignleft" style="width: 340px"><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/ministra-ana-de-hollanda.jpg"><img class="size-full wp-image-1541   " title="ministra ana de hollanda" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/ministra-ana-de-hollanda.jpg" alt="" width="330" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">Ministra da Cultura Ana de Hollanda</p></div>
<p>Por falar em cultura, e o <a href="http://www.cultura.gov.br/site/">MinC</a>, hein? A senhora ministra Ana de Holanda sabe o que é uma banda independente? Já fez alguma coisa por uma banda de rock Iindependente? Se o ministério é pró-cultura popular, eu quero lembrar essa senhora que nós somos representantes da maior cultura popular do mundo. Os festivais de rock&#8217;n'roll ainda batem recorde de público, crítica e arrecadação. Vossa ministra apresentou um plano com 53 medidas pró-cultura e não há nenhuma menção à bandas independentes e aí?</p>
<p>Será que é preciso ser medalhão da MPB pra ser agraciado com um milhão por vosso ministério? Han? Desejo que tenhas sucesso na sua empreitada em elevar o numero de leitores de livros no Brasil. Afinal, quem prima pela leitura não pode ser má intencionada, mas pode estar equivocada. A chamada geração &#8220;Y&#8221; não vai ler livros em maior proporção que a geração &#8220;Z&#8221;. o MinC afirma que o brasileiro lê, em média 1,3 livro por ano. E que, com mais recursos para o sua pasta, vai elevar esse numero para 4,3 por ano. Clap Clap Clap!</p>
<p>As pessoas ligadas à cultura como produtores (privados) em geral já fizeram mais pela arte no Brasil em 10 anos que o MinC em quase 30. No mais, eu desejo boa sorte a senhora Ana de Holanda. Mas pow! Forma uma bancada aí pra galera do rock&#8217;n'roll. Afinal, o ministério é para promover a cultura popular, né! E o que é mais popular que o rock&#8217;n'roll desde os anos de 1960?</p>
<p><strong>Jogo rápido:</strong></p>
<p>- um filme:<br />
<strong>Ariel &#8211; Star Wars</strong><br />
<strong>Alex &#8211; Borat </strong></p>
<p>- uma música: <strong>Ariel &#8211; Todas do RUsh</strong></p>
<p>- um livro: <strong>Alex &#8211; A Hora da Estrela</strong></p>
<p>- um poema: <strong>Qualquer um do Ranziza da Silva</strong></p>
<p>- uma banda brasileira: <strong>Cada uma uma viagem. Não saberia citar apenas uma.</strong></p>
<p>- um som internacional: <strong>Alex &#8211; Jailbreak</strong></p>
<p>- um show: <strong>Ariel &#8211; RUSH no Morumbi em 2002</strong></p>
<p>- um amor: <strong>Ariel &#8211; minha mulher</strong></p>
<p>- São Paulo: <strong>Alex &#8211; Coração do Brasil, lôca, cosmopolita, adrenalina, inspiradora.</strong></p>
<p>- Rio de Janeiro: <strong>Alex &#8211; continua lindo, terra de boa gente, de humor peculiar. Eu gosto!</strong></p>
<p>- uma cidade do mundo: <strong>Never Land</strong></p>
<p>- família: <strong>Ariel &#8211; Tudo</strong></p>
<p>- amigos: <strong>Ariel &#8211; estão comigo na banda</strong></p>
<p>- adoção de crianças: <strong>Importantíssimo. </strong></p>
<p>- adoção por casais gays: <strong>Polêmica&#8230; uma eterna polêmica.</strong></p>
<p>- união civil entre pessoas do mesmo sexo: <strong>Alex &#8211; não acho que eu tenha de ter mais direitos que um cara por ele ser homossexual e vice-versa. Os direitos humanos (são humanos). Devem ser para todos.</strong></p>
<p>- tempo livre: <strong>Alex &#8211; dormir</strong></p>
<p>- romantismo: <strong>Ariel &#8211; É importante</strong></p>
<p>- irrita muito: <strong>Ariel &#8211; falsidade</strong></p>
<p>- moda: <strong>Alex &#8211; relativo</strong></p>
<p>- sexo, drogas e rock&#8217;n'roll: <strong>Alex &#8211; sexo, cerveja e rock&#8217;n'roll</strong></p>
<p style="text-align: left;">- uma frase ou pensamento para encerrar essa conversa&#8230; <strong>Alex &#8211; Não sei se fico rico agora ou se deixo prá depois!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/rock-made-in-brazil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1550" title="rock made in brazil" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/rock-made-in-brazil.jpg" alt="" width="392" height="351" /></a></strong></p>
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		<title>Crítica:Roberta Sá volta a apostar em (bom) repertório radiofônico</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 12:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Julio César Biar* A controversa experiência de transformar a buliçosa obra do compositor baiano Roque Ferreira em números sofisticados, recheados das cordas do excelente Trio Madeira Brasil, realizada no álbum ‘Quando o canto é reza’ (2010), parece ter deixado marcas indeléveis em Roberta Sá. O novo disco da cantora potiguar radicada no Rio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Julio César Biar*</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/RobertaSa_15102011-649921.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-1531" title="RobertaSa_15102011 64992" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/RobertaSa_15102011-649921-1024x1022.jpg" alt="" width="393" height="392" /></a>A controversa experiência de transformar a buliçosa obra do compositor baiano Roque Ferreira em números sofisticados, recheados das cordas do excelente Trio Madeira Brasil, realizada no álbum ‘Quando o canto é reza’ (2010), parece ter deixado marcas indeléveis em <strong>Roberta Sá</strong>. O novo disco da cantora potiguar radicada no Rio de Janeiro, <strong>‘Segunda pele’</strong> (MP,B Discos/ <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VW5pdmVyc2FsK011c2ljXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18xNjE0ODIy-72">Universal Music<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>), retoma a receita da produção musical contemporânea feita para tocar no rádio. Não há aí nenhum demérito, afinal o rádio ainda é o veículo ideal de aproximação entre público e cantores. Leia matéria no Divercidade sobre o lançamento, <a href="http://divercidade.com/?p=1487">aqui</a>.</p>
<p>Aos dez anos de carreira, Roberta ainda não alcançou a desejada projeção nacional – curiosamente a bela e esguia figura que alguns momentos lembra(va) Marisa Monte tornou-se uma  artista identificada com o samba carioca, ainda que não tenha feito um movimento radical em direção ao gênero. Seus discos estão muito mais para uma mistura entre o pop tupiniquim e a produção da chamada MPB.</p>
<p>O novo trabalho, capitaneado por Rodrigo Campello (produção e arranjos), que acompanha Roberta desde a estreia fonográfica com o ótimo ‘Braseiro’ (2005), equaliza autores contemporâneos à artista, como Rubinho Jacobina (‘Bem a sós’) e João Cavalcanti (‘O nego e eu’), e os tradicionais Wilson Moreira (a lírica ‘No arrebol’) e Caetano Veloso (a atual e moderna ‘Deixa sangrar’, 1970).</p>
<p>Mario Adnet e Humberto Araújo completam o ótimo trio de arranjadores. Ao seguir o esquema adotado por suas colegas, de olho no mercado latino-americano, Roberta encara faixa em espanhol com a participação do uruguaio <strong>Jorge Drexler</strong>, compositor de ‘Esquirlas’. Acompanhada por Daniel Jobim (piano), ela se rende à balada com alto potencial radiofônico ‘Você não poderia surgir agora’, do hitmaker Dudu Falcão, nome recorrente nas discografias de Ana Carolina, Luiza Possi e Jorge Vercillo. Sua doce voz realça a beleza da faixa evidenciando seu amadurecimento artístico e a salutar distância do romantismo pretensamente refinado de Marisa Monte.</p>
<p>Aliás, Roberta também se aventura na composição em ‘No bolso’, parceria com Pedro Luís: “&#8230; busco no playlist algo mais alegre ou coisa que me inspire” dizem os versos urgentes sobre o cotidiano na cidade grande. Nada de “amor I love you”, para a alegria de ouvidos cansados de tantas memórias, crônicas e declarações de amor.</p>
<p>Pedro (em parceria com Mário Sève) ainda fornece à bela ‘Lua’ que conta com a participação d’A Parede’. A pulsante faixa é realçada pelo arranjo de cordas do craque Mário Adnet. ‘Altos e baixos’ nada tem a ver com a homônima parceria de Suely Costa e Aldir Blanc eternizada por Elis Regina; a faixa composta por Lula e Yuri Queiroga comenta as relações contemporâneas com o sucesso e/ou seus signos: “Sou a loura da cerveja Schin/ Eu sou a nova coqueluche do inverno/ Pobre feliz de mim!”. Lula assina sozinho ‘Pavilhão de espelhos’.</p>
<p>‘A brincadeira’ (Moreno Veloso/ Quito Ribeiro/ Domenico Lancellotti) encaixa-se perfeitamente no universo musical de Roberta, assim como ‘Segunda pele’ (Gustavo Ruiz/ Carlos Rennó). Ainda que não seja espetacular, o disco cumpre satisfatoriamente seu papel, tornando o repertório da cantora mais acessível ao público. Enfim, Roberta Sá voltou à sua zona de conforto, sem que isso represente retrocesso em sua bela e recente carreira.</p>
<p><strong><em> *Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é      jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do      que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “<a title="Outras Palavras" href="http://blogdobiar.blogspot.com/">Outras Palavras”</a></em></strong></p>
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		<title>Em show tradicional, Chico Buarque dá as cartas</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 12:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Julio César Biar* Em cartaz até o dia 12 de fevereiro com a turnê de lançamento do CD ‘Chico’, lançando em julho de 2011, Chico Buarque apresenta no palco da casa de espetáculos Vivo Rio um show acolhedor. O cenário de Hélio Eichbauer e a linda iluminação de Maneco Quinderé contribuem para a percepção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Julio César Biar*</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/chicoshow.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1518" title="chicoshow" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/chicoshow.jpg" alt="" width="419" height="305" /></a>Em cartaz até o dia 12 de fevereiro com a turnê de lançamento do CD ‘Chico’, lançando em julho de 2011, <strong>Chico Buarque</strong> apresenta no palco da casa de espetáculos <a href="http://www.vivorio.com.br/">Vivo Rio</a> um show acolhedor. O cenário de Hélio Eichbauer e a linda iluminação de Maneco Quinderé contribuem para a percepção do ambiente extremamente confortável. Hábil tecelão, o artista costura as dez canções do recente álbum e outros tantos clássicos, a maioria de sua autoria, no repertório de 30 números. Canções que deixaram de tocar no rádio – e outras que nunca tocaram – foram calorosamente recebidas pelo público presente na noite desta quinta-feira, 19 de janeiro de 2012.</p>
<p>A sensação é de topar com algum conhecido, como diz a letra de ‘Querido diário’ (Chico Buarque, 2011), daqueles que acompanhamos a vida mesmo à distância. O palco é casa e nele também estão presentes outros velhos amigos: João Rebouças (piano e teclados), Jorge Helder (baixo), Wilson das Neves (bateria), Marcelo Bernardes (sax, clarinete e flautas), Chico Batera (percussão), Bia Paes Leme (teclados e vocais) e o regente Luiz Cláudio Ramos (violão), excelentes músicos que estão na estrada com Buarque há muitos anos.</p>
<p>Em um único momento esse clima familiar é quebrado. É quando Chico faz citação em forma de rap a <strong>Criolo</strong>, rapper paulista que incluiu uma nova versão de ‘Cálice’ (Chico Buarque/ Gilberto Gil, 1977) em suas apresentações.  &#8220;Evoé, jovem artista/ Palmas pro refrão/ do rapper paulista&#8221; pediu, entusiasmado, sem, contudo, obter a cumplicidade do público amante da canção como gênero.</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/Chico-buarque-shows-2012.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1519" title="Chico-buarque-shows-2012" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/Chico-buarque-shows-2012.jpg" alt="" width="413" height="282" /></a>Se o ‘Velho Francisco’ (Chico Buarque, 1987) anunciou a “morte” da canção, ‘Tipo um baião’ (Chico Buarque, 2011), ‘Se eu soubesse’ (Chico Buarque, 2011) e ‘Essa pequena’ (Chico Buarque, 2001) desmentem seu autor. Primorosa valsa composta em pleno século XXI, ‘Nina’ (Chico Buarque, 2011) é reproduzida com igual refinamento no show. A nova safra autoral registra as impressões de um homem de 67 anos, sem deixar de (naturalmente) dialogar com um tempo de maior delicadeza da MPB. Sigla que Chico Buarque ajudou a consolidar e a perpetuar graças ao seu indiscutível talento para fazer canções como ‘Bastidores’ (Chico Buarque, 1980), ‘O meu amor’ (Chico Buarque, 1977) e ‘Sob medida’ (Chico Buarque, 1979) que surgem arejadas por elegantes arranjos. Também a teatral ‘Geni e o zepelim’ (Chico Buarque, 1977) ressurge revigorada.</p>
<p>Antigas parcerias são lembradas em ‘Desalento’ (Vinicius de Moraes/ Chico Buarque, 1970), ‘Ana de Amsterdam’ (Chico Buarque/ Ruy Guerra, 1973), ‘Choro bandido’ (Edu Lobo/ Chico Buarque, 1985), ‘Todo o sentimento’ (Cristóvão Bastos/ Chico Buarque, 1987), ‘Anos dourados’ (Tom Jobim/ Chico Buarque, 1986), ‘Valsa brasileira’ (Edu Lobo/ Chico Buarque, 1988), ‘A violeira’ (Tom Jobim/ Chico Buarque, 1983) e ‘Na carreira’ (Edu Lobo/ Chico Buarque, 1982). Parceiros bissextos, mas igualmente importantes, João Bosco e Ivan Lins, estão presentes com ‘Sinhá’ (2011) e ‘Sou eu’ (2009), respectivamente – a última levada com o auxílio luxuoso de Wilson das Neves. O querido baterista ainda divide os vocais com Chico em ‘Tereza da praia’ (Tom Jobim/ Billy Blanco, 1954).</p>
<p>O clima amistoso perpassa todo o show que termina com a genial ‘Barafunda’ (Chico Buarque, 2011), deixando felizes Auroras, Aurélias, Barbarelas e toda a gente que lotou a casa de espetáculos. Em noite de excelente – e tradicional – música popular brasileira, quem dá o baralho ainda é Chico Buarque.</p>
<p><em><strong>-&gt; Conheça a agenda de shows e saiba mais sobre o último trabalho de Chico no site dele, <a href="http://www.chicobuarque.com.br/">aqui</a>.</strong></em></p>
<p><em><strong>-&gt; Assista aos bastidores do ensaio da turnê &#8220;Chico&#8221;, <a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=fqYPzD-H56Q">aqui</a>. </strong></em></p>
<p><em><strong>-&gt; Curta a fanpage de Chico no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/ChicoBuarque">aqui</a>.<br />
</strong></em></p>
<p><em><strong></strong></em><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/chico-buarque-20090324-size-598.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1520" title="chico-buarque-20090324-size-598" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/chico-buarque-20090324-size-598.jpg" alt="" width="597" height="336" /></a><strong><em>* Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é     jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do     que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “<a title="Outras Palavras" href="http://blogdobiar.blogspot.com/">Outras Palavras”</a></em></strong></p>
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		<title>Sampa: 458 anos e sete milhões de carros. Comemorar ou iniciar a mudança?</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 18:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Parabéns aos 458 anos de São Paulo! Ex-terra da garoa, a cidade mais cosmopolita da América Latina tem uma vida que não para e conta com milhares de serviços desde os mais requintados e caros, aos mais em conta e populares. O estado atual das coisas reflete o nosso bom momento econômico, caracterizado pela ascensão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/327045186_c9e4331166.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1506" title="327045186_c9e4331166" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/327045186_c9e4331166.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a>Parabéns aos 458 anos de São Paulo! </strong>Ex-terra da garoa, a cidade mais cosmopolita da América Latina tem uma vida que não para e conta com milhares de serviços desde os mais requintados e caros, aos mais em conta e populares.</p>
<p>O estado atual das coisas reflete o nosso bom momento econômico, caracterizado pela ascensão das classes C e D. Ao mesmo tempo em que continuamos a conviver com problemas de países ainda em desenvolvimento, somos também contemplados com os percalços de cidades ricas: são mais pessoas com acesso aos planos de saúde e dificuldade para marcar consultas, são filas de espera para matrículas em escolas particulares, precisa-se de dois dias de antecedência para reservar uma mesa para almoçar em um restaurante requintado etc.</p>
<p>E são <strong>congestionamentos intermináveis</strong>, fruto da inconfundível marca de <strong>7 milhões de veículos</strong> circulando em nossas ruas. Não há rodízio que resolva. O fato é que a melhoria na renda e o fácil acesso ao crédito colocam nas ruas de Sampa cerca de mil veículos por dia. E quem tem um dinheiro a mais e pode parcelar a compra, prefere não virar “sardinha” nos transportes públicos, que recebem melhorias sempre aquém das necessidades. Até a recente Linha Amarela do Metrô já está saturada. Diante desse cenário, vem a pergunta: parabéns? Sim, há motivos para comemorar pelo sim, pelo não!</p>
<p>Esse post não é uma crítica. E sim um incentivo à reflexão, é bom deixar claro. Os que compartilham de valores como o <strong>desenvolvimento sustentável</strong> e da <strong>melhoria da qualidade de vida</strong> devem sentir algum desânimo. Mas é possível buscar soluções individuais e coletivas para uma cidade mais equilibrada e amigável para se viver. Ufa!</p>
<p>A marca de 7 milhões de veículos será superada em breve. E tudo indica que continuaremos a contar com os mesmos 17 mil quilômetros de ruas e avenidas pavimentadas, não muito mais. Como as vendas continuam a crescer de forma acelerada e constante, devemos esperar congestionamentos cada vez maiores.</p>
<p><strong>Mudanças necessárias e o alento –</strong> A primeira medida é individual: <strong>romper o ego</strong>. Possuir um carro não faz a pessoa melhor, nem mais importante, nem mais livre. Se você se sente o pior dos piores, pare já com isso&#8230; Antes de se endividar, faça uma conta: se o dinheiro que você gastaria para andar de taxi diariamente em São Paulo não cabe no seu orçamento, provavelmente adquirir um carro também não caberá. Não se iluda!</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/FOTO02_carona_2A.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1508" title="FOTO02_carona_2A" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/FOTO02_carona_2A.jpg" alt="" width="371" height="216" /></a>Outro ponto é estimular cada vez mais a convivência harmônica entre os habitantes da capital. Ruas, avenidas, calçadas, pontes e viadutos deveriam ser locais mais agradáveis para o deslocamento cotidiano e não de disputa insana pela ocupação a qualquer custo. Nesse sentido, <strong>use as redes sociais e monte grupos de carona no seu condomínio</strong>, por exemplo. Sempre haverá pessoas que vão para o mesmo local e é a chance de descobrir novas amizades e desafogar a cidade. Seu carro possui cinco ou mais lugares, né? Há um site, o <strong>Carona Solidária</strong>, no qual você pode se cadastrar para oferecer ou pedir carona de forma confiável. Conheça-o, <a href="http://www.caronasolidaria.com/">aqui</a>.</p>
<p>Se tiver carro, pense em usá-lo mais para passeios do que para o dia-a-dia. Alugar um carro também é uma boa pedida já que há tarifas em conta e muitas promoções em lojas especializadas! Lembre-se ainda que pode ser agradável andar a pé, de bicicleta ou de transporte coletivo (algumas linhas de metrô e trem abreviam o tempo de percurso e vários trens são confortáveis e contam com ar condicionado).</p>
<p>E a medida final é <strong>cobrar das autoridades públicas investimentos em transportes coletivos</strong> e que deixem de gastar a grana apenas em obras viárias. Campanhas como respeito à faixa de pedestres, reforma das calçadas e garantia de acessibilidade transformarão nossa amada metrópole em um lugar mais sustentável e feliz. Parabéns sim, São Paulo. O futuro promete!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/DSC00006_SaoPaulo_Av23Maio_Congestionamento_reduzido.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1507" title="DSC00006_SaoPaulo_Av23Maio_Congestionamento_reduzido" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/DSC00006_SaoPaulo_Av23Maio_Congestionamento_reduzido-1024x768.jpg" alt="" width="614" height="461" /></a></p>
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		<title>Tudo o que antes era mais delicado e discreto, é mais explícito em &#8216;Segunda Pele&#8217;, diz Roberta Sá</title>
		<link>http://divercidade.com/musica/tudo-o-que-antes-era-mais-delicado-e-discreto-e-mais-explicito-em-%e2%80%9csegunda-pele%e2%80%9d-de-roberta-sa/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 14:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Consagrada como a melhor cantora de MPB no último Prêmio da Música Brasileira, Roberta Sá lança, no dia 24 de janeiro, seu quinto disco, Segunda Pele (MPB Discos e Universal Music). Das 12 canções do álbum, sete são inéditas e uma delas &#8211; No Bolso &#8211; foi composta por Roberta em parceria com Pedro Luís. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/Capa-SEGUNDA-PELE-Roberta-Sa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1488" title="Livreto_Final.indd" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/Capa-SEGUNDA-PELE-Roberta-Sa.jpg" alt="" width="381" height="381" /></a>Consagrada como a melhor cantora de MPB no último Prêmio da Música Brasileira, <strong>Roberta Sá</strong> lança, no dia 24 de janeiro, seu quinto disco, <strong>Segunda Pele </strong>(MPB Discos e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VW5pdmVyc2FsK011c2ljXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18xNjE0ODIy-72">Universal Music<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>). Das 12 canções do álbum, sete são inéditas e uma delas &#8211; No Bolso &#8211; foi composta por Roberta em parceria com Pedro Luís.</p>
<p>Com direção musical de <strong>Rodrigo Campello</strong>, grande parceiro de Roberta, o disco conta com direção vocal e de coro de Felipe Abreu. No repertório há canções de Caetano Veloso (Deixa Sangrar), João Cavalcanti (O Nego e Eu), Rubinho Jacobina (Bem a Sós), Dudu Falcão (Você Não Poderia Surgir Agora), Carlos Rennó e Gustavo Ruiz (Segunda Pele), Pedro Luís e Mário Sève (Lua), Lula Queiroga (Altos e Baixos e Pavilhão de Espelhos) Moreno Veloso, Quito Ribeiro e Domenico Lancellotti (A Brincadeira), Wilson Moreira (No Arrebol) e Jorge Drexler (Esquirlas).</p>
<p>Num repertório tecido preferencialmente com inéditas de contemporâneos (“não queria fazer muitas regravações desta vez”), chama atenção a diversificação de timbres e texturas das orquestrações.</p>
<p>“Conversei muito com o Rodrigo Campello (arranjador e produtor do disco) e nos inspiramos nos arranjos do Rogério Duprat, nos bons tempos em que as gravadoras tinham orquestras contratadas.</p>
<p>A gente sonhava com um disco cheio de sopros desde o ‘Braseiro’ (o da estreia, em 2004). Pela primeira vez tivemos a chance de colocar todas as ideias em prática com conforto, algo finalmente possível por causa do patrocínio da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TmF0dXJhXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18xNjE0ODIy-60">Natura<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Eles não interferem em nada no processo criativo e querem ver a música acontecer. Chegamos aos arranjadores muito diferentes e igualmente talentosos com os quais gostaríamos de trabalhar”, conta, extasiada com o timaço de músicos arregimentados para a gravação. “Isso tudo é pra mim?”</p>
<p><strong>O disco, faixa a faixa, por Roberta</strong></p>
<p><em>-&gt; Na fanpage da <a href="https://www.facebook.com/NMusical?sk=app_298701673485326">Natura Musical</a> no Facebook é possível ter um gostinho do novo disco. Baixe gratuitamente o single Pavilhão de Espelhos, <a href="http://www.grudaemmim.com.br/fbapps/natura_roberta_sa/pavilhao_espelhos.zip">aqui</a>.</em></p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/roberta-sá.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1496" title="roberta sá" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/roberta-sá.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a>A faixa-título de Carlos Rennó e Gustavo Ruiz, é considerada “bem sensual” pela cantora (“quando ele vem/ faço dele minha luva, o meu collant”), assim como a sapeca Bem a Sós, de Rubinho Jacobina (“se eu me vejo nua/ ninguém pode reparar”) e o rastro de perfume deixado pelos requebros do samba O Nego e Eu, onde o autor João Cavalcanti, do Casuarina, delineia uma personagem feminina de traços melífluos: “Gosto de ser vista pelas festas/ ser seguida pelas frestas/ protagonista do sonho alheio”. Roberta reconhece essas características em trabalhos anteriores, “mas tudo era mais delicado e discreto, e nesse é mais explícito”, diferencia.</p>
<p>E acrescenta à lista a exuberante abertura, Lua (“faz o sóbrio enlouquecer/ todo ébrio é poeta/ quando olha pra você”), de Mário Sève e Pedro Luís. Ela nasce mansa e ganha a percussão massiva de A Parede, forrada pelos sopros orquestrados pelo perito Mario Adnet, pós-graduado na matéria nos trabalhos com Moacir Santos. “Lua não deixa de ser uma declaração de amor. Acho que todas têm essa pegada”, afirma Roberta.</p>
<p>Além de Campello (“ele é do mundo”), autor da maioria dos arranjos, e Adnet (“luxuoso, elegante”), há a Orquestra Criôla de Humberto Araújo (“eles são da rua, da gafieira, do baile”), uma mistura explosiva que acentua a intensa pulsação do roteiro.</p>
<p>Há espaço até para uma epitelial bossa nova, Você Não Poderia Surgir Agora (Dudu Falcão) com direito a um piano jobiniano, do neto do homem, Daniel Jobim. Moreno Veloso, Quito Ribeiro e Domenico Lancellotti customizaram o maxixe na saborosa A Brincadeira, cerzida por acordeom, tuba e euphonium.</p>
<p><strong>Lula Queiroga assina duas faixas do disco &#8211; </strong>A irônica Altos e Baixos (“eu sou Jesus/ tirando férias no inferno/ pobre feliz de mim”), com o sobrinho Yuri Queiroga, e o insinuante Pavilhão de Espelhos (<strong>confira o clipe oficial, o primeiro do disco, <a href="http://www.youtube.com/watch?list=PLF931ED2AD16CB32B&amp;feature=player_embedded&amp;v=3OcSqilSm8A">aqui</a></strong>), a dos timbres mais inusitados, com a kora tocada por Ballaké Sissoko, do Mali, e o cello do francês Vincent Segal, dupla do consagrado disco “Chamber music”. “Um casal de amigos, o brasileiro Marcello Bueno e a francesa Corinne, em Paris, nos apresentou este disco. Eles são produtores de um monte de gente bacana no circuito europeu”, conta Roberta.</p>
<p>Para que a dupla fosse incluída, a gravação teve que ser realizada em Recife, onde eles tinham ido participar do festival MIMO. “Ficamos encantados com essa sonoridade diferente e deslumbrante. Além disso, o encontro com músicos do mundo me interessa muito. A gente tinha outra ideia pro ‘Pavilhão’, mas quando eles entraram para gravar levaram a música a um lugar totalmente inesperado. A beleza de fazer um disco mora aí. Há de se abrir espaço para a novidade e a surpresa”, prega.</p>
<p>E eis mais uma: Esquirlas, onde ela dueta com o autor, o uruguaio <a href="http://www.jorgedrexler.com/"><strong>Jorge Drexler</strong></a>. “Achei que havia chegado a hora de me lançar nesse desafio como intérprete, o de gravar em outra língua. Drexler faz parte dos compositores contemporâneos que admiro e ele me veio com essa inédita. ‘Ahi vá mi voz buscándote muerta de fiebre’ poderia ser o título do disco. ‘Esquirlas’ são estilhaços de bombas, o que forma uma imagem, infelizmente muito corriqueira nos dias de hoje”, conclui. É um momento de reflexão do enredo, onde impera a gandaia.</p>
<p>Como no dub/frevo incendiado por sopros No Bolso (“faça silêncio/ a pausa é sua/ que o caos é logo depois da curva”), uma parceria da cantora com o marido Pedro Luís, exceção em sua proposta inicial: “eu não estava compondo o que queria cantar”. A música surgiu de uma conversa caseira. “Trocamos uma ideia e ele veio com essa letra duas horas depois. Sentamos no sofá e terminamos a música juntos. É feita pra pular, para tirar a loucura do mundo do nosso sistema”, define. Ela antecede uma das duas regravações do repertório, o frevo trieletrizado Deixa Sangrar, de Caetano Veloso, lançado por Gal Costa no carnaval baiano de 1970.</p>
<p><strong>Roberta assume seu lado festa, sua porção carnavalesca!</strong></p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/roberta-sa-segunda-pele-arteplural.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1497" title="roberta-sa-segunda-pele-arteplural" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/roberta-sa-segunda-pele-arteplural.jpg" alt="" width="267" height="267" /></a>“O carnaval de rua sempre fez parte da minha história. Criança, eu saía pintada nos blocos de rua no veraneio em Muriú, no Rio Grande do Norte”, lembra a potiguar radicada no Rio. “Adolescente, gastei muita sola de tênis atrás do trio elétrico. Casei com um dos maiores representantes do carnaval carioca e amo ver o Monobloco. Vou a Recife quase todo ano e o carnaval de rua no Rio cresce a olhos vistos. Adoro essa atmosfera de luxúria, beleza e fantasia com a elegância e o glamour que só existem no carnaval do Brasil”, elogia. “Essa sonoridade do frevo, da marcha é pouco explorada fora do carnaval. E há tempos eu queria gravar algo do Caetano, uma grande referência para mim, principalmente quando se trata de sonoridade em disco. Essa música me foi apresentada pelo Zé Renato. Cantávamos juntos nos bailes pré-carnavalescos com o Trio Madeira Brasil no Clube Democráticos, na Lapa, em 2006 e 2007”, lembra.</p>
<p style="text-align: left;">Outra regravação é a belíssima No Arrebol, “um jongo com jeito de reggae”, como define Roberta, do mestre do samba e da cultura afro-brasileira Wilson Moreira. “Sou fã do Seu Wilson e queria gravar alguma coisa dele de qualquer jeito. Em 2010, nos aproximamos, fui a casa dele e dona Ângela, sua mulher e anjo da guarda, fez um bobó de camarão pra mim. Tomamos uma cervejinha, ele me mostrou essa pérola e disse que adoraria ouvi-la na minha voz. Foi a primeira música que escolhi. Para mim, é o oásis do disco. No meio do deserto, do mundano, do calor, da agonia, vem essa água fresca. É o lugar que eu almejo, o arrebol é onde eu quero chegar”, suspira.</p>
<h2 style="text-align: center;">“É um disco transformador. Acho que estou mais direta, segura, clara”, finaliza.</h2>
<p><strong>Shows começam em Salvador e percorrem as cinco regiões do País &#8211; </strong>A turnê de lançamento de “Segunda Pele” começa no dia 1º de março, em Salvador, seguindo para Recife (dia 3), Rio de Janeiro (dia 10, na Fundição Progresso), Porto Alegre (dia 16) e Curitiba (17/03); mais datas serão anunciadas em breve. Com patrocínio da Natura, Roberta Sá vai percorrer as cinco regiões do país.</p>
<p><em><strong>-&gt; Acesse o site da Roberta, <a href="http://robertasa.com.br/">aqui</a>.</strong></em></p>
<p><em><strong>-&gt; Curta a fanpage da cantora no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/RobertaSaOficial">aqui</a>. </strong></em></p>
<p><em><strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/RobertaSa_15102011-64992.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1489" title="RobertaSa_15102011 64992" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/RobertaSa_15102011-64992-1024x1022.jpg" alt="" width="614" height="613" /></a></strong>:: fotos &#8211; Gui Paganini</em></p>
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		<title>O bem-vindo regresso de Amelinha</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 11:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Julio César Biar* Dez anos após ‘Pessoal do Ceará’, CD de caráter revisionista dividido com os conterrâneos Belchior e Ednardo, Amelinha está de volta com ‘Janelas do Brasil’, álbum que também marca sua estreia na gravadora Joia Moderna. Feminina voz do grupo de artistas nordestinos que imigrou para o Sudeste na década de 1970, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Julio César Biar*</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/amelinha.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1482" title="amelinha" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/amelinha.jpg" alt="" width="415" height="393" /></a>Dez anos após ‘Pessoal do Ceará’, CD de caráter revisionista dividido com os conterrâneos Belchior e Ednardo, <strong>Amelinha</strong> está de volta com ‘Janelas do Brasil’, álbum que também marca sua estreia na gravadora <a href="http://www.joiamoderna.com.br/">Joia Moderna</a>.</p>
<p>Feminina voz do grupo de artistas nordestinos que imigrou para o Sudeste na década de 1970, Amelinha emplacou sucessos nacionais como ‘Frevo mulher’ (Zé Ramalho), ‘Foi Deus quem fez você’ (Luiz Ramalho) e ‘Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor’ (Zé Ramalho/ Otacílio Batista) em tempos de emissoras de rádio (um pouco) mais democráticas.</p>
<p>Embora tenha progressivamente desaparecido dos veículos de comunicação a partir de meados da década de 1980, quando o canto cortante e teatral de certa paraibana chamou a atenção – e o rock tupiniquim tomou conta da mídia –, Amelinha permaneceu na memória do público. Intérprete segura, de timbre docemente agreste, revelada no disco ‘Flor da paisagem’ (1977), ela encara com naturalidade reconfortante o repertório escolhido a dedo para o seu retorno. Embalada pelos arranjos econômicos do violonista e diretor musical Dino Barioni, a cantora conjuga momentos afetuosos nas clássicas ‘Terral’ (Ednardo), ‘Galos, noites e quintais’ (Belchior) e ‘Asa partida’ (Fagner/ Abel Silva), e composições mais recentes – e não menos ternas – como ‘O silêncio’ (Zeca Baleiro) e ‘Felicidade’ (Marcelo Jeneci/ Chico César).</p>
<p>Vinicius de Moraes, com quem Amelinha excursionou antes de ser conhecida nacionalmente, é lembrado em ‘Algum lugar’ – uma das parcerias do poeta com a cantora e compositora Marília Medalha registrada no álbum ‘Encontro e desencontro’ (1972).</p>
<p>Tão diluída pelo voraz mercado fonográfico, a música sertaneja está presente em dois momentos admiráveis. ‘Planície de prata’ (Almir Sater/ Paulo Simões) e ‘Olhos profundos’ (Renato Teixeira) são valorizados pelo canto sincero, sem afetação, de Amelinha.</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/amelinha01.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1483" title="amelinha01" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/amelinha01.jpg" alt="" width="360" height="254" /></a>A cantora romântica de ‘Água e luz’ (Ricardo Magno/ Tavito, 1984) reitera sua boa forma na bonita ‘Quando fugias de mim’ (Alceu Valença/ Emmanoel Cavalcanti) e na singela ‘É necessário’ (Geraldo Espíndola). Trilhas percorridas em ‘Ponta do Seixas’ (Cátia de França) fazem ligação com ‘Pra seguir um violeiro’ (Amaro Penna), canção inédita que encerra ‘Janelas do Brasil’, bem-vindo regresso musical de Amelinha proporcionado pela Joia Moderna. Outro disco a mostrar que há mais (interessantes) timbres no país das cantoras do que querem nos fazer supor as programações das rádios atualmente.</p>
<p><strong><em>* Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é    jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do    que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “<a title="Outras Palavras" href="http://blogdobiar.blogspot.com/">Outras Palavras”</a></em></strong></p>
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		<title>Condenado à extinção, o CD resiste e proporciona belos momentos</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 09:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Julio César Biar* As inevitáveis novidades tecnológicas (principalmente o surgimento do MP3) e os estragos causados pela pirataria fizeram com que a morte do Compact Disc fosse decretada. Mais desprezado pelas novíssimas gerações do público consumidor de música do que pelos artistas igualmente novos, o CD resiste bravamente ao fatal diagnóstico. Ele ainda é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Julio César Biar*</p>
<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/AMGA.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-1474" title="AM&amp;GA" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/AMGA-1024x923.jpg" alt="" width="413" height="373" /></a>As inevitáveis novidades tecnológicas (principalmente o surgimento do MP3) e os estragos causados pela pirataria fizeram com que a morte do Compact Disc fosse decretada. Mais desprezado pelas novíssimas gerações do público consumidor de música do que pelos artistas igualmente novos, o CD resiste bravamente ao fatal diagnóstico. Ele ainda é um importante meio de divulgação e perpetuação da obra de compositores, músicos e intérpretes das mais diversas latitudes.</p>
<p>O surgimento dos selos musicais, independentes ou não da grande indústria, contribuiu para a sobrevivência dos CDs. O mais novo no mercado é o &#8216;Nossa música&#8217;, distribuído pela gravadora <a href="http://www.biscoitofino.com.br/home/">Biscoito Fino</a>. Através dele o CD ‘Assunção de Maria e Geraldo Azevedo’ chegou às lojas no final de 2011 marcando a estreia fonográfica do poeta baiano em dueto com o cantor e compositor pernambucano. Produzido pelo craque Robertinho do Recife, responsável pelos melhores discos de Elba Ramalho na década de 1990, o bonito álbum da dupla apresenta temas caros e – muitas vezes – recorrentes na obra de Geraldo, como as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), em ‘Na 21’ (Geraldo Azevedo), e o rio São Francisco que as separa, em ‘Bola de gude’ (Assunção Maria).</p>
<p>Morador de Juazeiro desde a infância, Assunção de Maria homenageia o mais famoso cidadão do lugar, o cantor João Gilberto, em ‘Mão, voz, violão’ (parceria com Geraldo Azevedo e Maurício Dias). A delicada sonoridade de faixas como ‘Passarinho solto’ (Assunção de Maria), ‘Presente do céu’ (Assunção de Maria) e ‘Sempre verão’ (Geraldo Amaral/ Geraldo Azevedo) proporciona momentos de verdadeira calmaria para ouvidos menos acostumados à música feita longe das capitais.</p>
<p>A bela apresentação gráfica valoriza o álbum e faz a alegria daqueles que ainda preferem o “disco compacto” e o prazer táctil e visual proporcionado por encartes elaborados, com informações relevantes que nos auxiliam a conhecer a obra. Além, é claro, dos momentos agradáveis de muita música compartilhados com os mais chegados em volta do tocador de CD. Sensações comuns aos apreciadores dos antigos e ressuscitados long plays. Parece que os disquinhos ainda terão muitas horas de alta rotação.</p>
<p><strong><em>* Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é   jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do   que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “<a title="Outras Palavras" href="http://blogdobiar.blogspot.com/">Outras Palavras”</a></em></strong></p>
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		<title>Exclusivo: No país das cantoras, desponta uma voz masculina que faz diferença na nova MPB: Filipe Catto</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 15:56:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Foi mágico: SESC Pompeia, show do Dia dos Namorados 2011 com participação de Tulipa Ruiz, Virgínia Rosa e um cantor até então a mim desconhecido: Filipe Catto (@filipecatto). Logo na primeira interpretação, aquela voz e jeito únicos de cantar provocaram um estranhamento bom. Quem é esse moço? Fui tomado pela dúvida e desejo de conhecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1453" title="PorCarolineBittencourt3" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt3-1024x678.jpg" alt="" width="645" height="428" /></a>Foi mágico: SESC Pompeia, show do Dia dos Namorados 2011 com participação de <strong>Tulipa Ruiz</strong>, <strong>Virgínia Rosa</strong> e um cantor até então a mim desconhecido: <a href="http://filipecatto.com.br/"><strong>Filipe Catto</strong></a> (@<a title="Filipe Catto" href="https://twitter.com/intent/user?screen_name=filipecatto">filipecatto</a>). Logo na primeira interpretação, aquela voz e jeito únicos de cantar provocaram um estranhamento bom. Quem é esse moço? Fui tomado pela dúvida e desejo de conhecer mais&#8230; Pois esse moço me encantou justamente em uma noite especial, com direito a declaração de amor ao vivo no palco da Choperia, recitada por Tulipa. Fiquei embasbacado, assim como esse maravilhoso show me emocionou.</p>
<p>Dias depois assisti à participação de Filipe em algum bons programas da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VFYrR2xvYm9fIyNfY2xvdWRfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzE2MTQ4MjI=-64">TV Globo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> como o <strong>Altas Horas</strong> e <strong>Programa do Jô</strong>, que só confirmaram minhas suspeitas. Filipe seria a voz masculina que faria a diferença em um país de tão lindas vozes femininas. Seu jeito de cantar, dramático, e sua voz dizem tudo. Sua forma de transformar as canções elevam a música brasileira a um novo patamar. É tempo de verdade&#8230; &#8220;que atrai verdade&#8221;, como diz o cantor e compositor.</p>
<p>Em dezembro veio a boa notícia, Filipe lançou seu primeiro trabalho &#8220;Fôlego&#8221; com direito a show no <a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/">Auditório Ibirapuera</a>. E agora, repete o sucesso no <a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=210346">SESC Pompeia</a>, retorno ao espaço que o revelou.</p>
<p>Leia agora uma entrevista franca e risonha com o Filipe, exclusiva para o <strong>Divercidade</strong>.</p>
<p><strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt6.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-1454" title="PorCarolineBittencourt6" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt6-681x1024.jpg" alt="" width="327" height="491" /></a>1. Nome completo e nome artístico. Cidade onde nasceu e onde escolheu para viver?</strong></p>
<p><strong>Filipe Catto -</strong> Meu nome é Filipe Catto, nasci em Lajeado, Rio Grande do Sul, vivi em Porto Alegre e agora vivo em São Paulo.</p>
<p><strong>2. Conheci você ao vivo em show no SESC Pompeia em que você dividiu o palco com a Tulipa Ruiz e com a Virginia Rosa (dia dos namorados) e adorei. Depois te vi em participação no Altas Horas e no Programa do Jô. Sua voz e interpretação são únicas. Arrisco-me a dizer que entre tantas e boas vozes femininas, você é a voz masculina que se destaca na moderna MPB. Além disso, canta e compõe desde menino. Gostaria de saber quando descobriu o seu talento e decidiu que seguiria carreira musical?</strong></p>
<p><strong>FC &#8211; </strong>Eu fui criado numa casa de músicos, então não tive uma segunda opção. Sempre foi claro pra mim que eu faria isso, de uma forma ou de outra. E sempre gostei de cantar, então tudo se deu de forma muito natural. A música é minha identidade, sempre foi e não teve nenhum lampejo miraculoso que me colocasse nesse caminho, simplesmente aconteceu dessa forma.</p>
<p><strong>3. Você acabou de lançar seu primeiro álbum &#8220;Fôlego&#8221;, pela <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VW5pdmVyc2FsK011c2ljXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18xNjE0ODIy-72">Universal Music<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, uma major e lançou o show do álbum no Auditório Ibirapuera (como ingressos esgostados) em dezembro. Li em sua bio que sua voz chama atenção pelo timbre raro de contratenor, cuja extensão atinge graves de barítono ou baixo e lembra uma voz feminina de registro mais grave. A jornalista Patrícia Palumbo o definiu como “dramático sem ser nostálgico, atitude rock&#8217;n'roll com sofisticação estética de um Oscar Wilde contemporâneo&#8230;gosta de falar de amor, do amor entregue, da paixão desregrada, passional”. Você concorda com essa definição? Qual o seu grande diferencial que arrebata os ouvidos mais atentos?</strong></p>
<p><strong>FC -</strong> Eu não faço a mínima idéia, porque essa coisa de diferencial é um olhar externo. Na verdade, eu sou muito fiel ao meu momento, e ao que eu quero fazer no presente. É da minha natureza ser uma pessoa apaixonada, uma pessoa latina, todas as minhas influências passam por aí, foi assim que eu aprendi a fazer arte. Não sei se isso é um diferencial, na verdade o que interessa é a verdade colocada no trabalho, o quanto o artista está comprometido com aquilo, o quanto aquilo é orgânico na execução.<a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/capafôlego.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1457" title="capafôlego" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/capafôlego.jpg" alt="" width="282" height="255" /></a></p>
<p><strong>4. Por falar em lançar seu primeiro álbum em uma major, gostaria de saber como é trabalhar com música em tempos de troca de arquivos gratuitamente pela Internet. Você acha que o lançamento da loja virtual do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aVR1bmVzXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18xNjE0ODIy-60">iTunes<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> no Brasil, por exemplo, ajudará a mudar esse cenário e as pessoas passarão a comprar música digital em vez de simplesmente copiar de forma pirata?</strong></p>
<p><strong>FC -</strong> Tá todo mundo querendo saber disso (risos). Mas isso é uma questão muito complexa. O número de vendas online hoje é muito expressivo em todo o mundo, e acredito que isso vá respingar no Brasil, sim. Não vai acabar a pirataria, porque a cultura no país é artigo de luxo, continua sendo tudo muito caro, mas acho que essa onda de iCoisas é muito forte, muito cômoda pro consumidor que tem todas as opções na mão. Acho que vai ajudar, mas não é a salvação da pátria.</p>
<p><strong>5. Qual é seu grande sonho para os próximos cinco e 10 anos e o que está fazendo para conquistá-lo?</strong></p>
<p><strong></strong><strong>FC &#8211; </strong>Cantar pro maior número de pessoas que queria me ouvir, de forma honesta, comprometida. E o que estou fazendo é simplesmente isso, não estou muito preocupado com os fins, mas acredito que verdade atrai verdade. Agora é um momento muito delicado, onde as pessoas estão me conhecendo, então eu preciso estar 100% presente em mim mesmo, sem me deixar afetar pelo bom ou pelo ruim.</p>
<p><strong>6. Li que você é apaixonado pelo Chico Buarque. O que mais te atrai no Chico? Aliás, quais cantores e compositores admira e sempre fizeram parte de sua vida? Quem te inspirou ou inspira? Que som está ouvindo no momento?</strong></p>
<p><strong>FC &#8211; </strong>Eu adoro Chico, ele tem um jeito maravilhoso de dizer coisas extremamente difíceis, crueis, com a maior elegância. Ele consegue entrar na alma das pessoas. Ele sempre foi um cara que eu admirei, assim como o Milton, o Jeff Buckey, o Nick Cave, a PJ Harvey. São compositores maravilhosos. Atualmente eu ando ouvindo esses caras, a Elis, a Anna Calvi, Karina Buhr&#8230;</p>
<p style="text-align: left;"><strong></strong><strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt2.jpg"><img class="size-large wp-image-1455 alignleft" title="PorCarolineBittencourt2" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt2-1024x681.jpg" alt="" width="428" height="285" /></a>7. Como era a vida em Porto Alegre e quando decidiu vir para São Paulo. Pode comparar viver em sua cidade de origem com a vida nessa megalópole que é São Paulo, terra de oportunidades e também de um tantinho de solidão?</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>FC -</strong> Eu não acho São Paulo solitária, eu acho uma cidade de pessoas extremamente generosas. Tá todo mundo correndo, mas existe uma coisa de se visitar, de beber junto. Quando eu vivia em Porto Alegre eu morava num bairro afastado do centro, então pra encontrar os amigos era um problema. Hoje em dia eu tenho as pessoas mais próximas de mim e mais autonomia.<strong></strong></p>
<p>Agora, um &#8220;jogo rápido&#8221;:<strong></strong></p>
<p>- um filme: <strong>STAR WARS, todos os filmes</strong></p>
<p>- uma música: <strong>The Killing Moon, Echo and the Bunnymen</strong></p>
<p>- um livro: <strong>Só Garotos &#8211; Patti Smith</strong></p>
<p>- um som internacional: <strong>Anna Calvi</strong></p>
<p>- um amor: <strong>música</strong></p>
<p>- Porto Alegre: <strong>Terra</strong></p>
<p>- uma cidade do mundo: <strong>Lisboa</strong><strong></strong></p>
<p>- família: <strong>onde a gente está em casa</strong></p>
<p>- amigos: <strong>os que não tem medo de olhar no olho</strong><strong></strong></p>
<p>- adoção de crianças: <strong>é uma coisa linda, pra pessoas com muito amor</strong><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt1.jpg"><img class="alignright size-large wp-image-1456" title="PorCarolineBittencourt1" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt1-1024x681.jpg" alt="" width="442" height="294" /></a></p>
<p>- adoção por casais gays:<strong> é uma questão de amor e de vocação. E de direitos humanos, tanto do casal, quanto da criança</strong></p>
<p>- parceria civil entre pessoas do mesmo sexo: <strong>Todo mundo tem o direito de ser feliz com quem quiser, não ver isso é de uma burrice insana</strong><strong></strong></p>
<p>- tempo livre: <strong>ócio</strong></p>
<p>- irrita muito: <strong>pombas na janela fazendo barulho</strong></p>
<p>- moda: <strong>não acompanho</strong></p>
<p>- provocação: <strong>pombas na janela provocando minha irritação</strong></p>
<p>- uma frase ou pensamento para encerrar essa conversa&#8230;</p>
<p><strong><em>&#8220;Cada coisa tem um instante em que ela é.</em></strong><br />
<strong><em> Eu quero apossar-me do é da coisa.&#8221; &#8211; Clarice Lispector</em></strong></p>
<p><strong><em>-&gt; Ouça as músicas do CD &#8220;Fôlego&#8221;, no <a href="http://sonora.terra.com.br/PopupPlayer/GetCustomRadio?customRadioId=301&amp;idradio=1579&amp;type=mix&amp;isSponsored=true&amp;instanceId=1&amp;playlistTitle=filipe_catto">Sonora</a>, do Terra.</em></strong></p>
<p><strong><em>-&gt; Curta a fanpage de Filipe Catto no <a href="https://www.facebook.com/filipecattomusic">Facebook</a>.</em></strong></p>
<p><strong><em>-&gt; Assita ao clipe de &#8220;Adoração&#8221;, no canal do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wZLfyoshMH0&amp;feature=colike">YouTube</a>.</em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt4.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1468" title="PorCarolineBittencourt4" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/PorCarolineBittencourt4-1024x681.jpg" alt="" width="737" height="491" /></a></em></strong>:: fotos por <a href="http://www.carolinebittencourt.com/">Caroline Bittencourt</a></p>
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		<title>Célia enxuga romantismo derramado do repertório do &#8220;rei&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 01:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andretomazela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Célia]]></category>
		<category><![CDATA[Dj Zé Pedro]]></category>
		<category><![CDATA[Joia Moderna]]></category>
		<category><![CDATA[júlio césar biar]]></category>

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		<description><![CDATA[por Julio César Biar* No texto de apresentação de ‘Outros românticos’, primeiro CD de Célia para a gravadora Joia Moderna, o DJ Zé Pedro aponta a presença de composições de Roberto Carlos e Erasmo Carlos no início da carreira da cantora paulistana.  Célia gravou a desconhecida ‘Nasci numa manhã de carnaval’ (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/celiacapa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1404" title="celiacapa" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/celiacapa.jpg" alt="" width="358" height="352" /></a>por Julio César Biar*</p>
<p>No texto de apresentação de ‘Outros românticos’, primeiro CD de Célia para a gravadora <a href="http://www.joiamoderna.com.br/">Joia Moderna</a>, o DJ Zé Pedro aponta a presença de composições de Roberto Carlos e Erasmo Carlos no início da carreira da cantora paulistana.  Célia gravou a desconhecida ‘Nasci numa manhã de carnaval’ (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos) em um compacto em 1971 e seu segundo disco, em 1972, trazia ‘A hora é essa’ e o futuro clássico ‘Detalhes’.</p>
<p>Com elegância e delicadeza, Célia agora enxuga o romantismo derramado das canções gravadas pelo ‘rei’ nos anos 1970, quando Roberto ainda registrava com mais frequência outros compositores tão sentimentais quanto ele. Produzido por Thiago Marques Luiz, ‘Outros Românticos’ traz dez composições não assinadas por Roberto, com arranjos do pianista Alex Vianna e do violonista Rovilson Pascoal.</p>
<p>Cantora personalíssima, Célia faz soar cada sílaba com inteligência e exatidão, evidenciando sua qualidade vocal em faixas como ‘Abandono’ (Ivor Lancelotti, 1979) e ‘Preciso lhe encontrar’ (Demétrius, 1970). A tristíssima composição de Ivor que abre o álbum ganha interpretação tão bonita que os 2min49 de duração da faixa parecem poucos, deixando a sensação de que os versos mereciam uma segunda passada.</p>
<p>Mesmo em faixas prejudicadas por arranjos equivocados como o de ‘Jogo de Damas’ (Isolda/ Milton Carlos, 1974), a cantora se sai bem. O primeiro sucesso de Isolda na voz de Roberto tem suas tintas (muito) dramáticas carregadas por um desnecessário arranjo que emula o tango argentino. Já ‘Atitudes’ (Getúlio Cortes, 1973) soa datada.</p>
<p>A pegada bossa-novística de ‘Quero ver você de perto’ (Benito Di Paula, 1974) distancia a faixa do registro grandiloquente feito por Roberto, enquanto a beleza melódica de ‘Sonho lindo’ (Maurício Duboc/ Carlos Colla, 1973) sobrepõe-se ao arranjo apenas correto de violão (Rovilson Pascoal) e piano (Alex Vianna).<a href="http://divercidade.com/wp-content/uploads/cantora-celia-01.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1407" title="cantora-celia-01" src="http://divercidade.com/wp-content/uploads/cantora-celia-01.jpg" alt="" width="404" height="240" /></a></p>
<p>A conhecida ‘Nosso amor’ (Mauro Motta/ Eduardo Ribeiro, 1977) e a obscura ‘Uma palavra amiga’ (Getúlio Cortes, 1970) são igualmente valorizadas, assim como ‘Vivendo por viver’ (Marcio Greyck/ Cobel, 1978) é veículo para mais uma notável interpretação de Célia, muito à vontade com a desesperançada letra, sem precisar lançar mão de exageros.</p>
<p>‘Se eu partir’ (Fred Jorge, 1971) é desfecho perfeito para o repertório que vai direito ao inconsciente do ouvinte, revivendo um tempo de canções despudoradamente sentimentais. ‘Outros românticos’ deveria ser ouvido com atenção por sereias pseudo-românticas da contemporaneidade. Injustamente esquecida pelas gravadoras, Célia é mais uma grande cantora que volta a brilhar através da Joia Moderna.</p>
<p><strong><em>* Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é  jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do  que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “<a title="Outras Palavras" href="http://blogdobiar.blogspot.com/">Outras Palavras”</a></em></strong></p>
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