Jullie Costa canta jazz, pop e folk em seu primeiro EP “Te desenho em palavras”

O interesse pela música surgiu aos dois anos de idade, cantando temas da Disney. Aos cinco, ganhou o seu primeiro teclado, e nas festas infantis, brincava de adivinhar as trilhas sonoras dos filmes. Foi nesse período que a cantora Juliana Maria Costa Pinto, ou melhor, Jullie Costa, se viu completamente apaixonada pela arte de cantar.

Ela, que tem voz doce e convincente, acaba de lançar seu primeiro EP, “Te desenho em palavras”, com direção artística e produção musical do renomado Max Pierre, e traz duas composições próprias. Além de interpretar ritmos como jazz, pop, indie alternativo e folk, Jullie prefere cantar músicas mais lentas porque, segundo ela, a permitem explorar mais e criar a sua própria interpretação.

A cantora e compositora, que também faz faculdade de moda, deu uma entrevista deliciosa ao Divercidade, que você confere agora!

Cidade onde nasceu e onde escolheu para viver? Por que?

Jullie Costa – Eu nasci no Rio de Janeiro e escolhi morar aqui para ficar mais próxima da minha família e porque a cidade é simplesmente maravilhosa.

Quando descobriu que tinha talento para a música? Foi longo o caminho até você conseguir gravar sua primeira música? Pode compartilhar um pouco de suas histórias com os leitores do Divercidade?

JC – Desde pequena, eu amava música. Cresci assistindo todos os filmes da Disney, em inglês e português, ouvindo Joan Bayes, Peter, Paul and Mary, Cat Stevens, Stevie Wonder, assistindo musicais como “A Noviça Rebelde”, e só conseguia dormir se minha mãe colocasse música para eu ouvir. Então, eu sempre estive interligada com ela de alguma forma, mas só fui descobrir o meu talento, aos 17 anos, quando uma amiga da minha mãe me ouviu cantando e, no dia seguinte, me passou apenas o local, o nome da professora e o horário para eu fazer aula de canto, que faço até hoje.

Gosto de pensar que o tempo que levou para eu gravar a minha primeira música não foi longo, mas sim, o ideal para eu poder evoluir e conhecer as pessoas maravilhosas que atualmente estão ao meu lado, me auxiliando, e entrar no estúdio para gravar a primeira música da carreira, foi o melhor dia da minha vida.

Quais são suas influências musicais? E quais são os discos que está ouvindo no momento e indicaria para seus fãs?

JC – Como eu sou apaixonada por música, acredito que tudo que ouço me influencia de alguma forma, e olha que não é pouco. Eu tenho uma playlist no Spotify chamada “Jullie Costa’s Favourites”, em que coloco todas as músicas que eu amo, desde as conhecidas até as que descobri no próprio aplicativo. Eu tenho Jill Andrews, Birdy, Rhodes, Bear’s Dean, The Staves, Zayn, Charlie Puth, entre outros.

Os discos que eu indicaria no momento seriam “Rise & Fall”, da banda The Sweeplings, “Chaos And The Calm”, do James Bay, e “Little Giant”, do Roo Panes, que são os que mais ouço ultimamente, mas não tenho assim, meus artistas preferidos, porque eu amo todos, não conseguiria escolher, ficaria com medo de estar esquecendo algum, como a trilha sonora da série “Nashville”, que é maravilhosa!

2016: Jullie Costa – “Te desenho em palavras” – Capa: Marcos Samerson

Você acaba de lançar o seu primeiro EP, “Te desenho em palavras”, com direção artística e produção musical assinadas pelo renomado Max Pierre, que já trabalhou com grandes nomes da MPB, como Rita Lee & Roberto Carvalho, Jorge Ben Jor e Simone. Poderia falar um pouco mais sobre a concepção do trabalho, os estilos de cada música, as escolhas das letras e sobre a sonoridade?

JC – Desde o início, eu e Max nos demos muito bem. Realizamos várias reuniões em conjunto com toda a equipe para podermos encontrar as músicas que teriam a minha cara, que eu me identificasse e que estabelecessem um significado. E elas seguem estilos diferentes. “Te Desenho Em Palavras”, folk, pop e MBP, “Paraíso Irreal” e “Furacão”, estão na linha do pop, “Dentro Do Seu Olhar”, jazz, e “Querido Cretino”, folk.

Entre as cinco músicas do repertório, duas composições são suas, ao lado de Sergio Knust, também produtor do álbum: a que dá nome ao trabalho e “Paraíso Irreal”, além de “Furacão”, “Querido Cretino” e “Dentro do seu olhar”. Como é seu processo de composição e que temas te interessam mais mostrar ao público através de suas músicas? E o Sérgio, como conheceu e por que escolheu as composições dele para o disco?

JC – O nosso processo de criação e composição é muito divertido porque geralmente elas ocorrem quando menos esperamos e os temas escolhidos são algo que já tínhamos em mente ou que a melodia nos remeteu, de certa forma. Então, quando criamos primeiro a melodia, nós pensamos juntos no que eu poderia querer falar e transmitir, o que remete, o que seria interessante abordar, e assim, vamos seguindo em um fluxo de brainstorming, sempre juntos. Quando temos já um tema em mente, eu tento transmitir para ele a áurea, o ambiente, e ele traduz isso em uma melodia.

Eu escolhi a música dele “Dentro Do Seu Olhar” porque, além de ter uma melodia interessante, fala sobre fim de relacionamento e a letra consegue transmitir com clareza esse momento e o que pensamos em cada etapa. Em relação a como nos conhecemos, foi através da minha assessoria, GMP Assessoria de Imprensa, mas o engraçado é que quando conversamos pela primeira ou segunda vez, descobrimos que eu já havia estudado com o filho mais velho dele e que, por causa disso, era possível já termos nos visto antes. Desde então, somos grandes parceiros e amigos.

“Te desenho em palavras” também conta com a participação dos músicos Sergio Knust (guitarra), João Vianna (bateria) – filho do cantor Djavan -, Alexandre Cavallo (baixo) e Lui Coimbra (violoncelo). Como foi reunir pessoas tão talentosas para te acompanhar nesse início de carreira?

JC – Nossa, foi maravilhoso. Durante as gravações, eles me ensinaram tanto sobre música, inclusive o José Lourenço fez os arranjos em conjunto com o Sérgio Knust e que é, também, o pianista. Claro que quando eu os conheci, por ser uma pessoa tímida, ficava um pouco distante e impressionada por estar trabalhando com profissionais com uma carreira interessante e completa. Eles me receberam de braços abertos e, até hoje, conversamos e trocamos ideias. Além disso, sempre que há possibilidade, tocam nos meus shows.

Você também faz faculdade de moda na PUC-RJ. De que forma a moda está presente no seu trabalho musical e vice-versa?

JC – Dentre várias funcionalidades, eu acredito que a moda consegue transmitir uma mensagem que, às vezes, não conseguimos expressar. Como cantora, eu utilizo a moda para contar um pouco da minha história, quem eu sou e a minha identidade. Isso porque à medida que vamos evoluindo com as experiências pelas quais passamos, a identidade também evolui. Além disso, ambas as áreas são altamente criativas, então o meu processo criativo, quando se trata delas, também é parecido. Sempre busco uma história, um símbolo, uma mensagem para poder realizar as minhas criações, sejam elas, composições ou coleções.

Quais são seus projetos a partir de agora? Pretende fazer shows, divulgar seu trabalho de que forma? Pretende também conquistar outros países e levar a sua música para outros povos?

JC – Com certeza! Agora que acabei de lançar o meu EP, pretendo poder contar um pouco mais da minha história através da música, fazendo shows, divulgando em plataformas digitais, como Spotify, iTunes, entre outros, e quem sabe participar de festivais. Por ter morado fora e amar música, sempre sonhei em poder divulgar o meu trabalho em outros países, como Estados Unidos, Reino Unido, França e outros. Música e algo que conecta todos nós, então por que não?

Agora, um jogo rápido:

– um filme, uma música, um livro:

“Um Dia”

“Tiger Striped Sky”, do Roo Panes

“Outlander – A viajante do tempo”

– uma compositora brasileira: Ana Clara Caetano

– um intérprete que faz você vibrar: Beyoncé

– um som internacional, um show: Coldplay

– um amor: flores

– uma cidade do mundo: Siena (Itália)

– família e amigos: Para sempre

– adoção de crianças: Lindo e ideal

– casamento entre pessoas do mesmo sexo: Amor

– tempo livre: Livros, música, amigos e Netflix 

– irrita muito: Pessoas grossas e rudes

– moda: Maravilhoso 

– uma provocação: “Você é tão ingênua”

Fotos por DIOGO PAGNONCELLI 

>> Acesse o site da cantora e compositora aqui: http://julliecosta.com.br

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