Graduando de Sistemas, R. Lelis continua desenhando nos cadernos… E já são seis telas vendidas neste ano!

Surpresa. Essa é a palavra que define o que sinto com minhas descobertas virtuais. Tenho conhecido muita gente bacana, com algo a dizer e… trabalho relevante a mostrar. E foi assim que conheci o goiano, que vive agora em Sampa, Robson Lelis, ou R.Lelis como ele assina seus trabalhos. É um estudante da área de Sistemas que não deixou talento e vocação de lado. Pelo contrário, pelo que tudo indica, tem um futuro brilhante pela frente. E, sinal dos tempos, expõe seus trabalhos nas redes sociais.

R. Lelis acaba de pintar uma tela – Happy, happy – (acima!), mais um de seus trabalhos inspirados. E o Divercidade mostra com exclusividade! Para completar, leia a entrevista com o artista e descubra-o!

1. Nome completo, nome artístico e idade.

Robson de Oliveira Lelis, R.Lelis e 31 anos.

2. Cidade onde nasceu e onde escolheu para viver?

R.Lelis – Nasci em Goiânia e morei lá até os 12 anos. Depois fui pra Cuiabá onde morei até os 24 e depois São Paulo. Brinco que minha vida gira em torno de ciclos de 12 anos, que inteirando 12 anos em São Paulo eu irei pra outra cidade que ainda não escolhi! Rs.

3. Quando você descobriu seu talento para a arte? E quando efetivamente começou a produzir?

R.Lelis – Aos 5 anos meu pai pegava a seda do cigarro, desenhava e eu copiava só olhando e daí não parei mais. Minha mãe brigava comigo porque eu desenhava nos meus cadernos de escola. Minhas aulas favoritas eram de educação artística e eu era o artista mirim do Colégio de Aplicação em Goiânia. Sempre fiz meus trabalhos, porém a divulgação e posso dizer que a valorização até da minha parte para meus trabalhos começou há uns três anos.

4. De onde vem a inspiração para seu trabalho? Quais artistas admira e que influenciam seu processo criativo?

R.Lelis – Minha inspiração vem de sentimentos e situações vividas ou assistidas que, com um punhado de criatividade… Puf, vem a idéia de um trabalho novo. Vários dos meus trabalhos foram criados como forma de por pra fora algo de dentro de mim.

Eu curto muito Tara McPherson, Romero Britto, Kurt Halsey, Andy Warhol e alguns outros que além de admirar os trabalhos, uso como referências.

5. Onde você expõe suas peças? Utiliza a Internet e as mídias sociais para divulgar seu trabalho?

R.Lelis – Atualmente na internet e em algum evento ou exposição que sou convidado. Utilizo o Flickr, Facebook e o Orkut, onde eu ainda bato um papo quando tenho tempo!

6. Já ganhou dinheiro com sua arte? Quantas peças já vendeu? Qual é seu publico alvo?

R.Lelis – Sim. Neste ano já vendi seis telas! Já vendi desenhos e outros trabalhos assim como o meu Dunny Diavolino que, após o concurso em que ele esteve inscrito, um colecionador de Brasília entrou em contato e fechamos negócio. Acho que não tenho um público definido. Sou bastante versátil com os meus trabalhos e não sigo uma linha específica. Assim acabo atingindo diversos públicos e gosto disso.

7. Aliás, ser artista em um momento WEB 2.0 é diferente? Comente.

R.Lelis – Com certeza! Hoje consigo ter divulgação dos meus trabalhos e as pessoas acesso a eles apenas com a internet. Até mesmo a comercialização fica bem mais fácil. Hoje temos ferramentas que facilitam pagamentos e procedimentos de envio, onde você solicita que o serviço de entrega busque a encomenda na sua residência e entregue no destino, tudo pela internet! Possibilita ir mais longe em menos tempo.

8. Seu curso universitário é na área de informática? Por que não escolheu um curso de artes plásticas? Influência da família?

R.Lelis – Isso! Aos 19 anos cheguei no meu pai e pedi pra ele me ajudar a pagar o curso de Artes Plásticas em uma faculdade particular e ele disse que não, pois não era aquilo que ele queria que eu fizesse. Então entrei no CEFET para o curso Técnico de Sistemas de Informação por vontade dele e da minha mãe, mas negociei que se eu passasse em Publicidade na Federal eu abandonaria o curso de Sistemas. Não passei, acabei terminando o curso técnico e posteriormente acabei me inscrevendo para a graduação em Sistemas. Mas, continuo desenhando nos cadernos até hoje! Rs… Rs… Rs… O mais engraçado é que meus pais hoje trabalham com artesanato! Irônico não? Mas entendo a atitude deles no passado, pois ser artista é complicado, e até por isso invisto na minha área atual para ter segurança e, futuramente, quem sabe eu consiga me dedicar 100% às artes.

9. Como é viver sozinho em uma metrópole do tamanho de São Paulo? Como lida com a solidão?

R.Lelis – No começo foi complicado, até porque eu deixei pra trás amigos que estavam sempre comigo. Uma turma realmente unida, do tipo que quando saiamos, eram todos juntos e chegávamos a não sair porque algum não podia sair e assim fazíamos algum programinha caseiro que reunia todos. Deixei também uma família grande e meus sobrinhos que são minhas paixões. Com o tempo fiz novos amigos e me adaptei a distância da família. Hoje, tenho bons amigos e fui adotado por uma família de Lobos (família do meus amigos Anderson e Sônia Lobo)! Rs… Acho que posso dizer que tenho até uma família paulistana também. Agora, quanto aos meus sobrinhos… um dia eu roubo eles pra mim! Rs.

10. Como classifica o tipo de arte que produz? Há algum engajamento social?

R.Lelis – Pop e até o presente não teria nenhum engajamento.

11. Qual o seu grande desejo para os próximos cinco anos?

R.Lelis – Uh… Complicado, pois sou um cara sonhador! Mas eu estou lutando para ter reconhecimento pelas minhas artes pra que eu possa me dedicar 100% a isto, como sempre sonhei e agora está mais próximo.

Agora, um jogo rápido:

Um livro: Homem: sexo frágil?, Flávio Gikovate

Uma música: Bette Davis Eyes, na voz da Gwyneth Paltrow

Um poema: Amor é Síntese – Mário Quintana

Um artista: Romero, vai… O cara foi criativo e arrebentou mundo a fora. Quero ser igual a ele quando eu crescer! Rs…

São Paulo: Cimento, garoa e vinho.

Goiânia: Terra vermelha, Skol e milho verde. Rs.

Uma cidade do mundo: Goiânia.

Um amor: Um passado e quem sabe um futuro… rs

Família: Benção.

Amigos: Tesouros!

União civil entre pessoas do mesmo sexo: Justo! Tem muitos homossexuais que constroem toda uma vida juntos e quando um vem a faltar a família dele (a) fica com tudo. Às vezes é até uma família que os rejeitou por todo esse tempo, então se torna uma questão de justiça!

Adoção de crianças: A favor! Se uma criança pode ter uma vida melhor estruturada com outra família e se os pais biológicos estão a favor, porque tanta burocracia?

Adoção por casais gays: A favor! Se fosse por ter exemplos sexuais em casa, não haveriam homossexuais, pois todos partem de uma família heterossexual e uma criança pode ter um lar e educação em vez de uma calçada e drogas.

Romantismo: Inspiração!

Moda: Tenho a minha.

Te irrita: Falar alto perto de mim.

Uma provocação: Magoar quem amo.

Uma frase para encerrar essa conversa…

“O homem não morre quando deixa de viver e sim quando deixa de amar.” Charles Chaplin

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